• 00
  • :
  • 00
  • :
  • 00
    • Texto e Foto

    Alunos da Escola Jóquei Clube aprendem técnicas de muralismo

    Há 1 semana 06/11/2018


    • 1
    • 4
    #EDUCACAO

    Boa Visa - RR | Os alunos do 1º ano vespertino da Escola Municipal Jóquei Clube participaram de uma oficina de muralismo onde aprenderam um pouco sobre essa arte urbana. A atividade extraclasse contou com apoio do projeto Grafita Roraima, projeto que está em sua 5ª edição e conta com a coordenação do curso de Artes Visuais da Universidade Federal de Roraima (UFRR).


    A oficina fez parte do projeto Relação Intercultural Entre Alunos Brasileira e Venezuelanos, comandado pela professora de artes Ana Elizete Pereira. Os alunos ficaram muito animados e orgulhosos em poderem participar. Suas pinturas e desenhos estamparam as paredes da escola, com o auxílio dos profissionais do Grafita Roraima.

     

    “Realizamos este projeto de integração desde o mês de maio e o objetivo é trabalhar a proximidade e o respeito entre os alunos brasileiros e venezuelanos e apresentar-lhes, através da arte, a cultura e os costumes dos dois países”, destacou a arte-educadora.

    Fabiano da Silva, um dos integrantes da Companhia Arte Circular, foi convidado para integrar o projeto e fazer a conexão do grupo com os alunos. Para trabalhar com crianças de 6 a 8 anos, a atividade foi pensada de uma forma bem didática: primeiramente com um esquete de palhaçaria. Depois, foi apresentada uma oficina de desenhos e pinturas. E, por fim, o desenho na parede.

     

    De acordo com Fabiano, foi usada a metodologia do protagonismo infantil, estimulando as crianças a desenharem coletivamente. “Neste caso preferimos usar o papel em metro e não o tradicional A4, para que fizessem o trabalho juntos e não individualmente. Este método estimula a amizade e incentiva o processo construtivo e criativo em conjunto”, destacou Fabiano, que trabalhou ao lado da também artista, Surian Árabe.

     

    Antes de iniciar a pintura na parede, Fabiano destacou que outra atividade importante foi feita com as crianças: a musicalização. Como as crianças dessa faixa etária são hiperativas, outras linguagens artísticas foram acrescentadas no processo para obter sucesso no resultado final. O passo seguinte, a pintura livre, foi feita com o tema da inclusão social.

     

    Para os desenhos, foi utilizada a técnica da pintura rupestre, utilizando os desenhos como símbolos, para que eles possam se identificar todas as vezes que olharem para as paredes. “A ideia foi apresentar um significado, como nos tempos das cavernas. Os desenhos das crianças são como códigos e que muitas vezes outras pessoas não entendem, mas eles entendem. A mistura das cores, dos papéis e das técnicas é o que estimula esse protagonismo”, destacou. 

     


    MAIS IMEDIATO