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    • Texto e Foto

    Fabíola afirma não ter percebido nenhum assédio de Delegado

    Há 11 meses 05/12/2017


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    #CASOSOTERO

    Manaus|AM - A viúva de Wilson Justo filho, Fabíola Rodrigues Pinto de Oliveira, 31, respondeu, em depoimento a polícia, não ter percebido nenhum assédio por parte do Delegado Sotero. Esta era uma das principais respostas que faltavam para ajudar a esclarecer o tiroteio que causou a morte do advogado, dentro de uma casa de show na Ponta Negra, na zona oeste de Manaus.


    No último dia 28 de novembro, uma equipe da polícia, coordenada pelo ex-delegado Geral Josué Rocha, esteve na casa de Fabíola para colher o depoimento. A medida foi necessária pois a mesma ainda se recupera de um dos tiros que atingiu uma de suas pernas.  


    Fabíola afirma que antes de chegar ao porão do alemão, o casal estava em uma confraternização em seu apartamento, com amigos de trabalho da vítima e que por volta de 1h da manha resolveram ir à casa de show, acompanhados de alguns deles. Quando perguntada se estavam ingerindo bebida alcoólica a mesma confirmou que estavam ingerindo cerveja.


    Ela explica ainda que no momento da confusão parte da turma já havia saído e estavam no local só o casal e um dos amigos, foi quando, segundo relato, repentinamente, Wilson teria virado e perguntado se Sotero a estava a paquerando "Aquele cara estava dando em cima de você? Eu vou lá ver o que ele quer!". A mesma teria respondido ao esposo que não havia visto nada e tentando apaziguar a situação, teria dito ao companheiro: "Não, amor, não vai! Não sei nem quem é esse cara." e mesmo assim a vítima teria decidido confrontar o Delegado.


    O advogado então teria ido até Sotero e efetuado um diálogo o qual ela não soube descrever em depoimento à polícia. Minutos depois Wilson teria retornado para próximo dela e em uma ação inesperada teria voltado próximo ao delegado e dado soco.


    Em resposta, o delegado teria efetuado um disparo, que segundo Fabíola, atingiu o peito da vítima. Mesmo assim, Wilson teria tentado desarmar o policial, que disparou mais vezes.


    Fabíola lembra que ainda segurou Sotero pela calça e gritou: "Não mata meu marido!". Nesse momento, segundo ela, o Delegado aparentava estar atordoado.


    Em seguida a autoridade policial não foi mais vista e o socorro foi prestado às vítimas. Em nenhum momento do depoimento, Fabíola afiram que Sotero chegou a se identificar como policial. 


    Reportagem: Equipe Imediato

    Foto: Reprodução/Facebook


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