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    Policiais mortos por colega de farda são velados em Manaus

    Há 2 semanas 05/01/2019


    #HOMICIDIO

    MANAUS | O civil  Robson Almeida Rodrigues, 25, um dos sobreviventes do tiroteio que vitimou dois policiais militares e deixou duas pessoas feridas na madrugada deste sábado (5) em Manaus, compareceu ao velório de uma das vítimas fatais assim que recebeu alta hospitalar. Abalado com a situação e ainda com curativos nos ferimentos, ele não quis comentar sobre o caso com a imprensa. 

    Robson foi ao velório do cabo Grasiano Monteiro Negreiros, 36, que acontece na Igreja Assembléia de Deus, na rua Vitória Régia, bairro Coroado, Zona Leste. 


    A operadora de caixa Isabelle Ribeiro, 19, sobrinha do cabo Grasiano, disse que o tio era uma pessoa boa e querida por todos. A família está abalada. “Ninguém quer acreditar no que aconteceu”, afirmou, destacando que Grasiano deixa a esposa e três filhos com idades de 9 meses, 3 e 10 anos.


    A enfermeira Ana Paula Nogueira, 37, vizinha do cabo, comentou que a morte dele deixou todos em choque. “O relacionamento dele com os vizinhos era muito bom. Estamos todos tristes com o que aconteceu”, relatou. 


    Luis Carlos (Lula), presidente da comunidade onde o cabo Grasiano vivia com a família, falou que ele era parceiro de todo o mundo. “Era um vizinho superbacana, que ajudava a comunidade. Não tinha pessoa melhor”, destacou. 


    O enterro do cabo Grasiano deve acontecer neste domingo (6), por volta de 15h, no Cemitério Parque Tarumã, Zona Oeste. 


    Velório do sargento



    A outra vítima fatal da ocorrência foi o sargento Edizandro Santos Louzada, 40. O velório dele está sendo realizado na Funerária São Francisco, ao lado do Terminal 2, na Cachoeirinha, Zona Sul. 

    Familiares, amigos e vizinhos do sargento estão transtornados com a sua morte. "Não caiu a ficha. Estamos tentando entender primeiro o que aconteceu. Sobre o fato ninguém sabe de nada", comentou o agente de portaria Welligton Lousada, 30, primo de Edizandro.  

    Wellington disse que o primo era uma das melhores pessoas que ele já conheceu. 


    Opinião semelhante tem os vizinhos de Edizandro. "Era uma pessoa maravilhosa. Não tinha hora para ajudar as pessoas. Não ofendia ninguém, pelo contrário, defendia todos. Não perdemos um vizinho, perdemos um irmão, um, uma pessoa da família. Era muito querido por todos", relatou a doméstica Zeneide de Assis, 58.


    Edizandro deixa esposa e uma filha de 12 anos. O corpo do sargento deve ser sepultado às 9h deste domingo (6) no Cemitério Parque Tarumã.

    Reportagem: Fabio Costa 

    Imagens: Tassio Pierre 




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