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    Terceirizados da Saúde no AM protestam na sede do governo contra salários atrasados

    Há 1 semana 09/11/2018


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    #SAUDE


    Manaus-Am | Cerca de 250 enfermeiros e técnicos de enfermagem de cooperativas que prestam serviços para o Estado do Amazonas iniciaram uma manifestação na manhã desta sexta-feira (9), em Manaus, em frente à sede do governo, na avenida Brasil, bairro Compensa, Zona Oeste, cobrando o pagamento de salários atrasados. O trânsito no local ficou congestionado.


    Os manifestantes alegam estarem há pelo menos quatro meses sem receber. Eles querem um posicionamento do Governo do Estado sobre o pagamento do 13° salário de 2017, que segundo eles ainda não foi pago, e também exigem uma previsão o benefício referente a este ano.


    De acordo com Adriana Tavares, uma das enfermeiras do Instituto da Mulher Dona Lindu, alguns trabalhadores foram despejados por não terem dinheiro para pagar aluguel de imóvel. “Nós estamos pagando para ir trabalhar. As contas estão todas atrasadas. Não consigo pagar a faculdade. Alguns colegas já foram despejados. Estamos passando necessidade mesmo”, relata.


    A enfermeira Luciane Ferreira, que recebe pela empresa Amazon Clinical, e que presta serviços no Hospital e Maternidade Chapot Prevost, na Colônia Antônio Aleixo, Zona Leste, passa pelo mesmo problema. “Esse ano não tem nem previsão do 13°. Estamos há quatro meses sem receber. Tiramos o vale transporte do nosso dinheiro porque se não formos trabalhar é descontado tudo”, disse.


    Segundo ela, as cooperativas afirmam que o atraso salarial é causado pelo próprio Governo do Estado, que não repassou o dinheiro. A reportagem tentou contato com a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Saúde (Susam), mas até a publicação desta matéria não tinha obtido sucesso.


    Uma comissão de dez pessoas formada por representantes de cada cooperativa e por alguns sindicalistas entrou na sede do governo para tentar um diálogo. Durante a conversa, conforme os manifestantes, o secretário da Susam, Orestes Melo Filho, falou que até quarta-feira (14) os salários devem ser pagos.


    Foto: Priscila Rosas


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