Homens representam 95% das vítimas fatais por afogamento no Amazonas
Foto: Reprodução

Homens representam 95% das vítimas fatais por afogamento no Amazonas


Manaus | Am | De janeiro a maio de 2019, o Amazonas registrou 42 mortes por afogamento, conforme dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM). Homens representaram 95% das vítimas fatais, e a maioria dos acidentes ocorreu em rios, de acordo com o Corpo de Bombeiros. Para garantir um lazer tranquilo, os Bombeiros orientam que é preciso tomar cuidado com a ingestão de bebidas alcoólicas, com a profundidade dos rios e, principalmente, com crianças e adolescentes nos balneários.

Das mortes registradas nesse período, 24 ocorreram na capital (57%) e 18 no interior do estado. Esses números sinalizam uma redução de 14% na quantidade de mortes, na comparação com igual período do ano passado. Contudo, ainda servem de alerta. Das 42 vítimas fatais de afogamento, duas foram mulheres. No geral, as vítimas em sua maioria têm idade entre 35 e 64 anos. No período, duas crianças e dois adolescentes perderam a vida em decorrência de acidentes nas águas.

De acordo com o major do Corpo de Bombeiros Militar, Janderson Lopes, é preciso se prevenir e, principalmente, saber como agir em casos de emergência. A primeira recomendação é quanto ao local para banho.

“Nós recomendamos que se priorizem balneários com salva-vidas. Caso a pessoa se afogue, tendo um guarda-vida, este vai saber realizar os procedimentos, e vai também possibilitar a reanimação dessa pessoa e o retorno dela a normalidade”, disse.

É preciso atentar para a sinalização de segurança do local escolhido. A bebida alcoólica é sempre consumida em momentos de confraternização, mas o major recomenda que seu uso seja moderado.

“Outra recomendação necessária é o banhista fazer o uso moderado de bebida alcóolica. O ideal é não fazer uso, pois caso seja preciso tomar decisões rápidas, a embriaguez pode dificultar bastante”, ponderou.

O major do Corpo de Bombeiros apelou, ainda, para o cuidado redobrado com as crianças, seja em rios, seja em piscinas. Muitas vezes, os ambientes domésticos são os principais focos de risco para os pequenos.

“Os banhistas que estiverem levando filhos e filhas para esse divertimento devem se manter atentos a todo o momento à situação das crianças, para que estas sejam vítimas de alguma situação inesperada, e acabem vindo a se afogar pela ausência de um adulto capaz de identificar o risco e de impedir que ela entre em regiões de maior perigo”, alerta.

Mesmo sabendo nadar, é importante não extrapolar limites nem mergulhar em locais perigosos. “A recomendação mais importante, e que deveria ser uma prática constante, é que as pessoas pudessem ir para esses balneários tendo uma noção básica de natação, justamente para conseguir escapar de uma situação de risco”, destaca.

Em caso de acidentes, o major recomenda cautela, para que não ocorra outro acidente. “Não vá sozinho, sem auxílio, para não se tornar uma nova vítima. Alerte outra pessoa, de preferência, alguém que tenha condições de ajudar, como é o caso dos guarda-vidas.”

Noções de primeiro socorro também podem ajudar a salvar vidas nos primeiros minutos após o acidente. “Aconselha-se às pessoas que não têm conhecimento de atendimento pré-hospitalar realizar sucessivas compressões na altura do peito, visto a possibilidade de ocorrência de parada cardiorrespiratória. Ao mesmo tempo, a cabeça da vítima deve estar lateralizada (de perfil). Tal procedimento deve ser feito até a chegada do atendimento especializado”, finaliza.

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