Aleam recebe denúncia que flutuantes continuam funcionando em Manaus

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Manaus-AM Apesar de todas as recomendações feitas pelas autoridades de saúde para que a população respeite o isolamento social e os serviços não essenciais fossem suspensos, alguns flutuantes comerciais localizados no igarapé Tarumã-Açú, estão burlando a fiscalização e aceitando reuniões familiares e de amigos, gerando aglomeração e aumentando o risco de contaminação pelo novo Coronavírus. Nos finais de semana o movimento aumenta. A informação foi esclarecida pela deputada Therezinha Ruiz (PSDB).

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 Durante a semana, a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) recebeu uma denúncia sobre o caso, do qual gerou dois requerimentos da deputada, um para a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) e outro à Defensoria Pública do Estado (DPE), que serão analisados em plenário, na próxima semana. A deputada explicou sobre as medidas solicitadas nos documentos.

 “Pedimos a fiscalização e a suspensão das atividades nos flutuantes”, explicou a parlamentar.

 Confirmação

 A prática de aluguel dos pontos comerciais e de lazer foi confirmada, por dois proprietários de flutuantes. Eles avaliaram que, não apenas existe o risco de contágio pelo novo Coronavírus, mas também falta regulamentação desse segmento econômico, que também é fonte de poluição ambiental.

 “Os flutuantes que operam com aluguel (pernoite e diária) desembarcam grupos durante a noite, para burlar a fiscalização”, denunciou um empresário à deputada.

 “Aliada à irresponsabilidade dos proprietários, está a indiferença da própria população, que não está levando a sério o isolamento social e o atendimento ao decreto, que definiu a suspensão temporária desse tipo de atividade (bares, restaurantes, clubes de lazer, etc)”, justificou o proprietário. “A deputada foi informada sobre a prática de desvio e aglomeração e esperamos que a fiscalização seja reforçada”, acrescentou.

 Os profissionais diferenciam os flutuantes comerciais regularizados, que abrem apenas para funcionar como bar e restaurante durante o dia, dos ‘de aluguel’, que trabalham com pernoites ou diárias para grupos fechados.

“A maioria está obedecendo a quarentena, mas não podemos fechar os olhos para aqueles que estão recebendo grandes grupos e colocando em risco todo o trabalho de isolamento social e de fiscalização sanitária”, completou empresário.

 De acordo com os proprietários, apenas no lago do Tarumã-Açú existem aproximadamente mil flutuantes comerciais. Porém, a maioria não existe como pessoa jurídica, não recolhe impostos e não atende as condições de preservação ambiental, prevista nas leis federais e sob execução da Marinha do Brasil.

Fonte: Portal Em Tempo

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