MANAUS 350| O que mudou no cenário musical segundo artistas locais?

NÍCOLAS-JÚNIOR
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Manaus – AM | Manaus está acendendo a velhinha hoje dia 24 de outubro. É, são 350 aninhos da nossa Paris dos Trópicos. E um seguimento que vem crescendo junto com ela e, conquistando um espaço cada vez maior, é a música.

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O Imediato conversou com Nicolas Jr, Zezinho Correa, Hêmilly Lira , Jyou Guerra e o duo O Chapéu de Palha para saber a opinião deles sobre as mudanças do cenário musical, em Manaus.

Evolução artística conquistada naturalmente

Para começar, Zezinho Correa, que é um dos ícones dessa terra linda, e que levou o Tic Tic Tac para o mundo, fala de uma forma poética a sua opinião sobre tais mudanças. “Vejo um grande crescimento na aceitação da música  no Amazonas, e isso se deve a uma conquista de artistas que acreditaram na evolução artística desenvolvida, em processo lento, no decorrer desses 350 anos, de uma forma muito natural que uma manifestação artística  propõe.

E ele ainda ressalta que o reconhecimento é o maior presente para quem exerce essa arte. ”Hoje a música amazonense tem sua plateia, amantes da arte que manifestam aplausos e carinho , maior recompensa pro artista.”

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Melhorias na difusão

Nicolas Júnior, que chegou na capital amazonense em 1998, e que em breve, completa 20 anos de carreira, relata que a grande mudança para ele é a facilidade que o artista tem de divulgar o seu trabalho. “O artista que está começando, que não tem condição financeira pra pagar uma veiculação da sua música na rádio, ele tem acesso às plataformas digitais, tem a internet, tem uma forma livre, sem ônus pra ele divulgar seu trabalho.“

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E se sente orgulhoso do trabalho produzido por artistas novos e também por cantores mais experientes. “O que me deixa bastante feliz é que novos artistas têm surgido com trabalhos novos, mas que os artistas da Vanguarda, não pararam de produzir”, cita.

Cidade Receptiva

Manaus é tão acolhedora que ela abraça artistas de fora também. Já vimos que um desses casos foi Nicolas Jr. Um outro exemplo dessa recepção calorosa, é o cantor Jyou Guerra, que atua no cenário da música sertaneja e que garante noites dançantes para o seu público.  Ele vê o cenário da música manauara como uma grande oportunidade. “Eu penso que aqui é o lugar de oportunidade, em todas as áreas, principalmente, na área musical. Não é a toa que muitos artistas que vem de fora, conseguem fazer mais shows aqui do que em outros lugares”.

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E ele não esconde a sua gratidão ao povo da cidade de Manaus. “O manauara tem isso, da recepção calorosa, de te receber de braços abertos. Foi assim que me receberam tanto no início da minha carreira, quanto recentemente, quando voltei pra cá. Realmente só tenho a agradecer.”

Novos Estilos Manauaras

O Chapéu de Palha é composta por uma dupla de cantores amazonenses. Giovanna Póvoas e Helder Filho chegam com tudo e apostando no estilo ‘Novo MPB’ e com hits autorais.

“Agora acompanhando alguns bastidores, vejo que o cenário está ficando muito bem nutrido. E acredito que seja algo que não será passageiro, é algo que está se construindo para ser sólido, para ser grande e ser visto por todo mundo”, diz Giovanna.

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Mesmo estando há pouco tempo no mercado musical, se sentem orgulhosos de fazer parte deste cenário, e falam sobre suas percepções sobre as mudanças. “Percebo uma modernização dos estilos musicais daqui, dos estilos que são considerados “regionais”, e também absorções de gêneros nacionais e internacionais”, ressalta Helder.

Apoio do público

Por muito tempo, os manauaras consumiam muito a arte de fora, e hoje isso vem mudando, segundo a opinião da cantora Hêmilly Lira, ela que passou uma temporada no Rio de Janeiro. “A produção artística vem tomando uma proporção maior, sendo vista e sendo mais valorizada. E eu acho bom! Porque durante muito tempo, uma das maiores dores enquanto artista, é que o nosso próprio público não valorizava o que a gente fazia.”

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E ela ainda mostra maior apoio para novos artistas. “O que me chama atenção sobre o que mudou, é o público mais jovem fazendo música, fazendo arte e percorrendo esse caminho. Penso que nossa cidade tem muito a ser tratado, cantado. E eu dou maior força pra quem quer fazer isso por amor a arte.”

Muito importante que artistas, daqui e de fora, amantes da arte, tenham escolhido nossa Manaus para ser palco de seus trabalhos e sucessos. Muito ainda precisa ser conquistado no cenário musical manauara, mas já se esteve mais longe. O que importa é que a nossa cultura seja repercutida aos quatro cantos do mundo, por ser somente do jeito que ela é. E que venham mais 350 anos para essa cidade que tanto acolhe nossos artistas e que tanto tem a mostrar.

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