Preocupação com a segurança na escola é prioridade entre os pais

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Manaus-Am | A cada ano, pais ou responsáveis decidem que escola matricular seus filhos . Talvez tenham escolhido sua escola pela excelente reputação acadêmica ou pelos professores altamente qualificados. Alguns optam pelas atividades extracurriculares. No entanto, muitos deixam de lado um detalhe importante a “segurança” de seus filhos.

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O massacre na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP), trouxe à tona, mais uma vez, o debate sobre a segurança nas escolas brasileiras. 

Afinal, a escola que seu filho estuda promove um ambiente seguro para o aprendizado?

A psicóloga Bárbara de Souza, 29, é mãe de Paulo Henrique, aluno do sétimo ano, do Instituto de Educação do Amazonas (IEA), ela revela que um dos critérios para matricular seu filho na instituição foi a qualidade na segurança.

“Essa tragédia tem de servir de alerta, em muitas escolas, tem que haver o controle de acesso, verificar se tem carteirinha, aqui no IEA sempre há funcionários no portão para ver quem entra. Os alunos também são obrigados a usar uniforme.”

Fátima Aguiar,14, é aluna do oitavo ano, da Escola Estadual Desembargador André Vidal de Araújo, bairro cidade nova, zona norte de Manaus, ela afirma que uma das fragilidades é a ausência de câmeras de vigilância na entrada da escola.

“É fácil de entrar e sair a qualquer momento da escola, e a ronda da Polícia Militar só passa de vez em quando”

Para uma professora que preferiu não se identificar, mas que trabalha na rede municipal de ensino, na zona leste da capital, a insegurança faz com que os profissionais trabalhem com medo.

Segundo ela, vários funcionários foram assaltados na entrada da escola e até na parada de ônibus, que fica do lado da unidade.

“A gente vem trabalhar com medo. O índice de criminalidade é muito alto. Somos surpreendidos até na saída da escola e temos que descer da parada correndo, porque se não somos assaltados”, contou.

A mãe de um aluno, que também preferiu não se identificar, lamenta a situação. Ela destacou que o muro baixo da creche onde o filho estuda também facilita a ação dos bandidos. “Sempre recebo com surpresa ação de criminosos. Não tenho o que reclamar do ensino da creche, mas a estrutura deixa a desejar”, disse.

NOTA SEDUC

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc-AM) informa que atualmente dispõe do Sistema Escolar Integrado de Vigilância do Amazonas (Seivam) responsável pelo monitoramento remoto feito através de Circuito Fechado de TV (CFTV) e alarmes de intrusão. A presença das câmeras de segurança nas escolas tem inibido atos de violência interna e externa, uma vez que o monitoramento é 24 horas e em tempo real com acionamento imediato de equipes de segurança. A Seduc-AM ressalta, ainda, que em conjunto com os gestores se pauta pelo maior controle do acesso à escola tanto em relação aos alunos quanto de pais e responsáveis. Aos gestores, a orientação é de que na portaria haja sempre a identificação e necessidade de quem está entrando na escola para o controle e cuidado da equipe pedagógica. Além disso, a Seduc-AM tem reforçado a necessidade de contato direto com as Companhias Interativas Comunitárias (Cicoms), que dão suporte no atendimento e presença dos policiais na área externa da escola.

NOTA SEMED

A Secretaria Municipal de Educação (Semed) informa que as unidades de ensino, por meio do Plano Político Pedagógico (PPP), do Conselho Escolar e do Regulamento Interno, desenvolvem diversas ações para identificação dos estudantes, entre elas a carteirinha do aluno, que é apresentada pelos pais no momento que levam os filhos à escola. Neste ano, o tema da Semed é “Família e Escola: Todos responsáveis uns pelos outros” com o intuito de ampliar ainda mais a parceria com os responsáveis pelos discentes, a fim de que os mesmos contribuam, juntamente com a unidade de ensino, com a vida escolar dos alunos em todos os níveis educacionais. Essa aproximação também facilita a identificação dos adultos com maior vínculo com as crianças e jovens da rede, o que contribui com o controle de acesso às escolas.

Além disso, as unidades são atendidas pelo Centro de Operações de Segurança Escolar (Cose), que funciona em uma sala equipada com monitores, onde podem ser vistas as imagens das câmeras de seguranças espalhadas pelas escolas. O sistema de vigilância eletrônica possui alarme e vídeo-monitoramento interligados 24h com o Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops) da Polícia Militar. Por meio do Cose, há unidades com agentes de portaria, câmeras de vigilância, fechadura eletrônica, botão de pânico, alarmes e sensor de presença, que são distribuídos de acordo com a maior vulnerabilidade e instabilidade de segurança em que a escola está inserida. O Cose também dispõe de equipes de resposta, que funcionam 24h, em cada zona da cidade, e que vão até a unidade de ensino, quando o alarme ou botão de pânico é acionado.

Texto: Thiago Quara

Imagens / Fotos: Reinaldo Maquiné

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