Homem que matou a própria esposa a facadas na frente da filha é condenado a 17 anos de prisão


Manaus – A juíza Maria da Graça Giulietta Cardoso  condenou Diego Fabrício do Nascimento Pacheco a 17 anos e quatro meses de prisão, em regime fechado, pelo crime de feminicídio contra a companheira dele, Josilene Ferreira de Araújo, ocorrido em junho de 2016, no bairro da Paz, zona Oeste da capital. O julgamento iniciou na tarde de quarta-feira e a sentença foi lida no início da madrugada desta quinta. Diego respondia pelo crime em liberdade e sua prisão foi decretada em plenário, tendo sido encaminhado ao Sistema Prisional.

A polícia afirmou na época do crime que houve uma discussão entre o casal po um suposto caso extraconjugal do marido com outro homem. No desentendimento, ele teria tentado enforcar a esposa. Quando a vítima se desprendeu de Diego, ele teria pegado uma faca e desferido três golpes no pescoço da esposa. A filha de seis anos do casal teria presenciado parte da agressão. 

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Durante apresentação à imprensa em 2006, Diego afirmou que o crime foi um acidente que teria acontecido em legítima defesa.

Balanço parcial da 2ª Semana do Mutirão do Júri

A juíza convocada para atuar como desembargadora Mirza Telma de Oliveira Cunha, coordenadora da Semana do Mutirão do Júri, fez um balanço parcial das atividades da ação até esta quinta-feira e informou que, nas três Varas do Tribunal do Júri já foram realizados 75 julgamentos, cinco envolvendo casos de feminicídio (aqueles assim classificados a partir da Lei 13.104/2015), além de outros referentes a crimes dolosos contra a vida , que tiveram mulheres como vítima e que estão na pauta, embora não classificados como feminicídio, por terem ocorrido em data anterior à referida lei.

“Consideramos o resultado muito positivo até aqui. Pouquíssimos júris precisaram ser adiados e creio que vamos conseguir realizar, no mínimo, 90% dos julgamentos em pauta para este período de esforço concentrado. Quero destacar o trabalho dos juízes da capital e do interior designados para atuar no mutirão, que estão cumprindo brilhantemente a tarefa; dos promotores de Justiça, que estão se deslocando entre os vários locais de realização de julgamento; assim como agradecer à Defensoria que destacou um número significativo de defensores públicos para atuar nos julgamentos”, disse Mirza Telma.

Ela também destacou a atuação dos advogados nomeados (dativos), que se prontificaram a dar apoio em caso de necessidade e têm atuado em vários processos do mutirão. “Dr. Eguinaldo Moura, Dr. Mozarth Bessa Neto, Dr. Paulo Trindade, Drª. Natividade Maia, Drª. Goreth Rubin, Dr. Thiago têm nos ajudado muito, designados para atuar nos júris, visto que a Defensoria não tinha como destacar defensores para todas as sessões de julgamento”, disse a magistrada. 

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