‘Eu não vou permitir esse macaco’: diz moradora de condomínio de luxo sobre entregador; Veja conversa

Foto: Reprodução
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PAÍS | Uma moradora de um condomínio de luxo não liberou a entrada de um entregador de aplicativo, alegando que ele era negro e que só aceitaria se fosse um entregador branco. O crime aconteceu em Goiânia. “Eu não vou permitir esse macaco”, escreveu ela em troca de mensagens com a gerente da hamburgueria onde ela havia feito o pedido.

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O caso ocorreu na noite de domingo (25), por volta das 23h. O endereço da mulher estava incompleto no aplicativo, indicando apenas o condomínio, mas sem número de quadra e lote. Ao solicitar mais informações para que o entregador conseguisse informar na portaria e efetuar a entrega, a gerente do estabelecimento, Ana Carolina Gomes, 18, foi surpreendida com as mensagens enviadas.

“Esse preto não vai entrar no meu condomínio”, enviou a moradora. A conversa foi feita pelo chat do aplicativo. Ana estava conversando com a cliente pelo computador e, ao mesmo tempo, estava com o entregador, Elson Oliveira Santos, pelo telefone. Ele aguardava os dados para fazer a entrega. “Eu fiquei atônita, olhando para a tela do computador, sem saber o que fazer, porque estava com o Elson no telefone. Eu disse para ele voltar, não fazer a entrega, porque tinha acontecido um crime de ódio contra ele”, relatou Ana Carolina ao UOL, que disse ainda que entregador percebeu que ela ficou calada por alguns segundos e perguntou se tinha acontecido alguma coisa.

Veja conversa da Hamburgueria com Moradora

'Eu não vou permitir esse macaco': diz moradora de condomínio de luxo sobre entregado; Veja conversa
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Investigação

Elson, o dono e a gerente da hamburgueria vão hoje à tarde registrar a ocorrência na Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC), em Goiânia. A ideia, a princípio, é rastrear e confirmar a identidade da suposta moradora do condomínio de luxo e, em seguida, entrar com a queixa por crime de racismo. Como o endereço estava incompleto, apenas com o nome da mulher, o dono da hamburgueria, Éder Rocha, ponderou que é importante certificar o nome e o endereço corretos da pessoa para tornar efetiva a queixa posterior por racismo. O aplicativo já foi informado e a investigação fará o rastreamento dos dados. Foi por isso, segundo Éder, que o nome da pessoa registrado no aplicativo não foi divulgado por eles, para evitar qualquer julgamento errado. Ana Carolina printou toda a conversa e os registros do pedido. Os arquivos serão disponibilizados para a investigação.

Entregador se posicionou e agradeceu apoio

Fonte: UOL

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