Arthur Neto começa a ser investigado por improbidade no ‘Caso Flávio’

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Manaus – AM | O Ministério Público do Amazonas (MP-AM), por meio do promotor de Justiça, Hilton Serra Viana, e conforme a Portaria n. 002.2020.78, decidiu instaurar, na última sexta-feira (11), procedimento preparatório com o objetivo de apurar suposto ato de improbidade administrativa praticado pelo prefeito de Manaus, Arthur Neto, no ‘Caso Flávio’.

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Leia, na íntegra, portaria que trata da instauração do processo preparatório

De acordo com o Procedimento Preparatório (PP) n. 06.2020.00000779-0, Arthur, assim como outros servidores municipais, será investigado sobre o uso de veículos oficiais, bem como de agentes públicos, em benefício de Alejandro Molina Valeiko, filho da primeira-dama de Manaus, Elisabeth Valeiko Ribeiro, e o principal suspeito de assassinar o engenheiro Flávio Rodrigues.

Ainda segundo a portaria, a servidora Rafael Mascarenhas Coelho será a responsável por secretariar “os trabalhos inerentes ao procedimento preparatório ora instaurado”.

Em depoimento à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (Dehs), no dia 21 de outubro do ano passado, Elizabeth Valeiko, reafirmou que esteve na casa (de Alejandro), onde teria ocorrido o assassinato de Flávio, e que saiu de lá acompanhada do prefeito Arthur.

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O caso

O crime brutal ocorreu no dia 29 de setembro do ano passado e chocou o Amazonas. Naquela data, o engenheiro Flávio Rodrigues, passou parte do dia na casa de Alejandro, no condomínio Passaredo, zona Oeste da cidade. Na casa também estavam: Elielton Magno de Menezes Gomes Júnior, Vittorio Dell Gato, José Edvandro Martins de Souza Júnior, além do anfitrião. Na tarde do dia seguinte, segunda-feira (30/9/2019), o corpo de Flávio é encontrado em um terreno baldio no bairro Tarumã, também na zona Oeste.

Os presentes na casa alegaram, em primeiro momento, que dois homens encapuzados teriam entrado na residência e sequestrado Flávio, sob a justificativa deste estar devendo o tráfico de drogas. Essa versão, também foi levada a público pelo padrasto de Alejandro, o prefeito, Arthur, em nota emitida em suas redes sociais.

No dia 8 de outubro, o ex-sargento do Exército, Mayc Vinicius confessou, em depoimento à Polícia Civil, a autoria do homicídio. Mas a polícia identificou muita divergência em relação aos depoimentos prestados pelos investigados. Foi quando a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros deu início a segunda fase das investigações, realizando acareações entre suspeitos e realizando novas diligências. Laudos de perícia também foram encomendados para embasar a investigação do caso. A reconstituição do crime também foi realizada em 18 de Novembro de 2019.

Remoção do corpo

Mayc e o amigo, o sargento da Polícia Militar (PM), Elizeu Da Paz, que era segurança da prefeitura da capital, mas foi exonerado do cargo no dia 16 de outubro, foram flagrados por câmeras de segurança do condomínio Passaredo, entrando e deixando o local. Quando entraram, Elizeu diria um Toyota Corola, alugado ao Município, e Mayc estava no banco do carona, inclusive usando o celular. Ao deixarem o condomínio Mayc já aparece no banco de trás, parecendo segurar algo, que seria o cadáver do engenheiro.

Réus

A juíza Ana Paula de Medeiros Braga, titular da 2a. Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, decidiu no início da noite do dia 18 de Fevereiro deste ano, pelo recebimento da denúncia apresentada pelo MPE-AM no processo que apura a morte do engenheiro Flávio Rodrigues do Santos.

A partir do recebimento da denúncia, passaram a figurar oficialmente como réus no processo: Alejandro Molina Valeiko, Elizeu da Paz Souza e Mayc Vinícius Teixeira.

No mesmo processo Paola Molina Valeiko passou a responder pro fraude processual e José Edvandro Martins de Souza Junior por denunciação caluniosa.

A juíza Ana Paula Medeiros Braga, no mesmo processo, revogou as medidas cautelares aplicadas em desfavor de Vitório Del Gatto, que passou a figurar no processo, apenas como testemunha.

A magistrada também revogou as cautelares em desfavor do, então acusado, Elielton Magno Júnior, que passou a figurar no processo, como vítima.

A juíza, em atendimento à requisição do MP decidiu, também, por retirar a condição de segredo de Justiça do processo, que passou, no dia 19 de Fevereiro deste ano, a ser público.

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