Caso Flávio: confira série de indagações sobre a morte do engenheiro

Foto: Reprodução
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Manaus – AM – Perto de completar um mês a morte de Flávio Rodrigues dos Santos, de 42 anos, em Manaus, não há nada esclarecedor sobre o assassinato do engenheiro. São muitos questionamentos, principalmente a partir dos depoimentos apresentados pelos suspeitos de envolvimento no caso. Ao todo, são seis investigados e que estão presos. Alejandro Valeiko, enteado do prefeito de Manaus, Arthur Neto, filho da primeira-dama, Elizabeth Valeiko, é o principal nome ligado à morte de Flávio Rodrigues.

Informações disponíveis no processo relativo ao inquérito policial, sendo analisadas e confrontadas, suscitam várias indagações, que inclusive põe em xeque as duas versões já apresentadas sobre o homicídio. O crime brutal ocorreu no dia 29 de setembro e chocou o Amazonas.

Naquela data, o engenheiro Flávio Rodrigues, passou parte do dia na casa de Alejandro, no condomínio Passaredo, zona Oeste da cidade. Na casa também estavam: Elielton Magno de Menezes Gomes Júnior, Vittorio Dell Gato, José Edvandro Martins de Souza Júnior, além do anfitrião. Na tarde do dia seguinte, segunda-feira (30/9), o corpo de Flávio é encontrado em um terreno baldio no bairro Tarumã, também na zona Oeste.

Veja abaixo onze pontos interessantes:

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1 – Alejandro Valeiko pegou duas coronhadas e não levou nenhum ponto? A própria defesa não soube informar sobre a existência de pontos na cabeça de Alejandro.
2 – Sobre a faca usada no crime, todos dizem que Mayc Vinicius já chegou com ela. Já Mayc disse que tomou a faca de Elielton Magno. Se certa for essa versão, e Magno estava com uma faca em punho, estaria acontecendo uma briga no interior da casa? 
3 – O corpo de Flávio Rodrigues foi encontrado só de cueca, e apenas  Mayc e Elizeu da Paz dizem que ele já estava assim na casa. Alejandro e os demais presentes na casa, dizem que Flávio estava vestido.
4 – Flávio foi encontrado apenas às 15h do dia posterior à sua morte, em um local descampado, de fácil visibilidade e alta circulação. Como ninguém ainda não havia encontrado o corpo?
5 – O local onde o corpo de Flávio foi encontrado estava seco, no entanto, o corpo estava inteiramente enlameado e a cueca molhada.
6 – Não havia sangue no local.
7 – No interior da casa, o sangue que havia, teria sido limpado apenas com papel toalha.
8 – Se Elizeu comprou uma garrafa de Whisky, por que teria tomado apenas uma dose? Teria recebido alguma ligação?
9 – Por que Alejandro omitiu conhecer os supostos sequestradores?
10 – Alejandro, conforme trecho de seu primeiro depoimento já veiculado na mídia, quando deu suas declarações na delegacia (ainda na condição de vítima), quando perguntado como imaginava o desfecho dessa história, disse que esperava provar sua inocência. Se ele era uma vítima, por que falou em provar inocência?
11 – Por que o PM destacado para fazer a segurança de Alejandro teria o ferido com duas coronhadas? Isso não o colocaria a perder seu posto? 

Crime e as duas versões

Naquela data, o engenheiro Flávio Rodrigues, passou parte do dia na casa de Alejandro, no condomínio Passaredo, zona Oeste da cidade. Na casa também estavam: Elielton Magno de Menezes Gomes Júnior, Vittorio Dell Gato, José Edvandro Júnior, além do anfitrião. Na tarde do dia seguinte, segunda-feira (30/9), o corpo de Flávio é encontrado em um terreno baldio no bairro Tarumã, zona Oeste.

Os presentes na casa alegaram, em primeiro momento, que dois homens encapuzados teriam entrado na residência e sequestrado Flávio, sob a justificativa deste estar devendo o tráfico de drogas. Essa versão, também foi levada a público pelo padrasto de Alejandro, o prefeito, Arthur Neto, em nota emitida em suas redes sociais.

No dia 8 de outubro, o ex-sargento do Exército, Mayc Vinicius confessou, em depoimento à polícia, a autoria do homicídio. Mas a polícia identificou muita divergência em relação aos depoimentos prestados pelos investigados. Foi quando a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros deu início a segunda fase das investigações, realizando acareações entre suspeitos e realizando novas diligências. Laudos de perícia também foram encomendados para embasar a investigação do caso.

Mayc e o amigo, o sargento da Polícia Militar (PM), Elizeu Da Paz, que era segurança da prefeitura da capital, mas foi exonerado do cargo no dia 17 de outubro, foram flagrados por câmeras de segurança do condomínio Passaredo, entrando e deixando o local. Quando entraram, Elizeu diria o veículo, e Mayc estava no banco do carona, inclusive usando o celular. Ao deixarem o condomínio Mayc já aparece no banco de trás, parecendo segurar algo. Uma sindicância foi aberta para apurar o uso da estrutura da prefeitura no “Caso Flávio.”

Primeira-dama e a filha prestam depoimento à polícia

Na segunda-feira (21), a mulher do prefeito prestou depoimento na Delegacia Especializa em Homicídios e Sequestros (Dehs), quando afirmou que, além dela, Arthur também esteve na casa onde a vítima estava antes de ser encontrada morta.

Na terça-feira (22), a filha e irmã de Alejandro também comparece na mesma delegacia para prestar esclarecimentos.

Na mídia, Elizabeth admitiu alteração em cena de crime. Ela afirmou que a filha Paola Valeiko limpou sangue na casa.

Advogado afirmou que Paola foi motivada a limpar sangue na casa por causa de uma cadela de estimação de Alejandro, que “estaria espalhando sangue no chão da casa.” “Ela diz que a cachorrinha de estimação do senhor Alejandro estava lambendo sangue, e ela (Paola) limpou umas gotas.”, disse Yuri Dantas.

Flavio

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