Missa e carreata marcam um ano da morte de Flávio Rodrigues

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Manaus – AM – Nesta terça-feira (29), a morte do engenheiro Flávio Rodrigues dos Santos, completa um ano. Uma missa em memória do engenheiro e uma carreata serão realizadas pela família da vítima, com a participação também de amigos. 

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A cerimônia religiosa está marcada para acontecer às 19h, na Paróquia Coração Imaculado de Maria, localizada na rua São Pedro, número 820, bairro Morro da Liberdade, na Zona Sul de Manaus.

Os participantes devem usar máscara e manter o distanciamento social por conta do novo coronavírus (Covid-19). Após a missa, será realizada uma segunda carreata. 

Os familiares do engenheiro seguem na luta por Justiça e ainda tentam superar a perda.

“Hoje dia 29 completa um ano que estamos na luta pela verdade e Justiça. Estaremos todos reunidos em oração para agradecer e louvar ao Senhor. O tio Flavinho fez a sua passagem e está no lugar onde há paz e segurança. Aqui na terra ele deixou sementes boas, elas foram regadas com amor e respeito. A carreata será realizada com mesmo objetivo da anterior, pela verdade e Justiça. Justiça Por Flávio. Não vamos nos calar.”, declarou a sobrinha, Ana Glaucia Rodrigues.

Em liberdade

alejandro

O principal nome ligado à morte de Flávio, Alejandro Valeiko, enteado do prefeito de Manaus Arthur Neto, está fora da prisão. No início deste mês, o desembargador José Hamilton Saraiva dos Santos, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), decidiu que Alejandro permaneceria respondendo ao processo na Justiça em liberdade, com uso de tornozeleira eletrônica. 

Recurso apresentado pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM) pedindo o restabelecimento da prisão preventiva dele foi negado pelo magistrado. 

Juízes deixam o “Caso Flávio”  por se declararem suspeitos

O primeiro juiz a se declarar impedido foi Anésio Pinheiro, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, em outubro de 2019, alguns dias após o corpo de Flávio Rodrigues ser encontrado em um terreno no tarumã, na zona oeste de Manaus. Na decisão, Pinheiro afirmou ser amigo de uma das vítimas, mas preferiu “não adentrar ao mérito”.

Em manifestação emitida no último dia 18 deste mês, a juíza Ana Paula de Medeiros Braga, da 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, se declarou suspeita para continuar cuidando dos processos relacionados à morte do engenheiro Flávio Rodrigues. Depois de quase um ano do caso, ela deixou o procedimento, dizendo não poder garantir a imparcialidade. O processo deve ser redistribuído. Há a ação penal e outros processos apensos e dependentes.  Pela Constituição Federal, um juiz não é obrigado a dizer por quais motivos declara suspeição.

Na última sexta-feira (25), os processos foram redistribuídos para a juíza Eline Paixão e Silva Gurgel do Amaral Pinto, que atuam temporariamente na 3ª Vara do Tribunal do Júri, mas ela também alegou ser suspeita no caso. “Analisando detidamente os autos, declaro-me suspeita de atuar no feito por motivo de foro íntimo”, diz trecho a decisão.

Também na sexta-feira (25), o juiz Adonaid de Souza Tavares se declarou suspeito para atuar nos processos do Caso Flávio pelo mesmo motivo dos outros. “Uma vez que ambos os magistrados desta Vara se averbaram suspeitos, à Secretaria para encaminhar os autos para redistribuição à 1ª Vara do Tribunal do Júri”, diz trecho da decisão.

Réus

No dia 18 de Fevereiro deste ano, a juíza Ana Paula Braga, decidiu pelo recebimento da denúncia do Ministério Público do Amazonas (MP-AM) sobre o caso, assinada pelo promotor de Justiça Igor Starling.

Tornaram-se réus no processo que apura o suposto homicídio: Alejandro Molina Valeiko, Elizeu da Paz Souza e Mayc Vinícius Teixeira. No mesmo processo, Paola Molina Valeiko passou a responder por fraude processual e José Edvandro Martins de Souza Júnior por denunciação caluniosa.

A juíza também revogou as medidas cautelares aplicadas em desfavor de Vitório Del Gatto, que passou a figurar no processo apenas como testemunha. 

A magistrada também revogou as cautelares em desfavor de, Elielton Magno Júnior, que passou a figurar no processo, como vítima.

A juíza, em atendimento à requisição do MP, decidiu, também, por retirar a condição de segredo de Justiça do processo, que passou a ser público em 19 de Fevereiro.

O caso

O crime brutal ocorreu no dia 29 de setembro do ano passado e chocou o Amazonas. Naquela data, o engenheiro Flávio Rodrigues, que tinha 42 anos, passou parte do dia na casa de Alejandro, no condomínio Passaredo, zona Oeste da cidade. Na casa também estavam: Elielton Magno de Menezes Gomes Júnior, Vittorio Dell Gato, José Edvandro Martins de Souza Júnior, além do anfitrião. Na tarde do dia seguinte, segunda-feira (30/9/2019), o corpo de Flávio é encontrado em um terreno baldio no bairro Tarumã, também na zona Oeste.

FLAVIO
Flávio Rodrigues é brutalmente assassinado em Setembro de 2019

Os presentes na casa alegaram, em primeiro momento, que dois homens encapuzados teriam entrado na residência e sequestrado Flávio, sob a justificativa deste estar devendo o tráfico de drogas. Essa versão, também foi levada a público pelo padrasto de Alejandro, o prefeito, Arthur, em nota emitida em suas redes sociais.

No dia 8 de outubro, o ex-sargento do Exército, Mayc Vinicius confessou, em depoimento à Polícia Civil, a autoria do homicídio. Mas a polícia identificou muita divergência em relação aos depoimentos prestados pelos investigados. Foi quando a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros deu início a segunda fase das investigações, realizando acareações entre suspeitos e realizando novas diligências. Laudos de perícia também foram encomendados para embasar a investigação do caso. A reconstituição do crime também foi realizada em 18 de Novembro de 2019.

Remoção do corpo

Mayc e o amigo, o sargento da Polícia Militar (PM), Elizeu Da Paz, que era segurança da prefeitura da capital, mas foi exonerado do cargo no dia 16 de outubro, foram flagrados por câmeras de segurança do condomínio Passaredo, entrando e deixando o local. Quando entraram, Elizeu dirigia um Toyota Corola, alugado ao Município, e Mayc estava no banco do carona, inclusive usando o celular. Ao deixarem o condomínio Mayc já aparece no banco de trás, parecendo segurar algo, que seria o cadáver do engenheiro.

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