Mais duas carcaças de botos são encontradas no Lago Tefé, no Amazonas

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A ação de emergência para acompanhar e, se necessário, retirar os botos do Lago Tefé, localizado no estado do Amazonas, identificou duas carcaças desses animais, conforme anunciado pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá hoje (2). A mobilização foi realizada no último final de semana em resposta à morte de mais de 100 mamíferos aquáticos, incluindo o boto vermelho e o tucuxi, que habitavam a região.

No sábado (30), equipes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), incluindo veterinários e servidores do Centro de Mamíferos Aquáticos (CMA) e da Divisão de Emergência Ambiental, foram despachadas para investigar as causas dessa tragédia que afetou os mamíferos. Além da seca, suspeita-se que o calor esteja contribuindo para as mortes de peixes e mamíferos na área.

Essa operação de resgate e monitoramento conta com o apoio de organizações parceiras, como o Mamirauá, e inclui atividades como monitorar os animais ainda vivos, buscar e recolher carcaças, coletar amostras de água para análises de doenças e acompanhar a temperatura da água, que atingiu alarmantes 40 graus Celsius (ºC).

“Ainda não há avanço maior para saber a causa das mortes, mas a temperatura segue como a principal suspeita”, afirmou Ayan Fleischmann, membro do Instituto Mamirauá, à Agência Brasil. Até o momento, não há informações atualizadas sobre o resgate dos animais ainda vivos no lago. No entanto, na sexta-feira (29), o Mamirauá emitiu um alerta à população local para evitar o contato com as águas do Lago Tefé e restringir atividades recreativas na área.

Miriam Marmontel, coordenadora do Grupo de Pesquisa em Mamíferos Aquáticos Amazônicos do Mamirauá, enfatizou que esses animais desempenham um papel fundamental como indicadores da qualidade da água e são os primeiros a serem afetados por mudanças no ambiente. Ela também alertou para a necessidade de mudanças nos hábitos humanos, devido ao aquecimento global e às alterações nos parâmetros climáticos que afetam esses animais e, consequentemente, a qualidade da água que é essencial para a vida na região amazônica.

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