Amazonas é segundo no ranking nacional de casos de câncer de colo uterino

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Manaus – AM | Considerado o principal causador dos cânceres de colo uterino e pênis, o Papilomavírus Humano (HPV) está em evidência neste mês, por conta do movimento estadual Março Lilás, instituído por lei no Amazonas, explica a presidente da Liga Amazonense Contra o Câncer (Lacc), enfermeira Marília Muniz. O Estado figura em segundo lugar em número de casos de câncer de colo de útero no País, em taxa bruta de incidência (número de casos para cada 100 mil mulheres), perdendo apenas para o Tocantins, se consideradas as 27 unidades federativas. Ambos estão situados no Norte do País. O estudo foi divulgado no início do ano.

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A última projeção do Instituto Nacional do Câncer (Inca), subordinado ao Ministério da Saúde (MS), mostra que são aguardados 27,60 novos diagnósticos para cada 100 mil mulheres no Amazonas. Em Tocantins, esse número é de 27,90. O Estado com o menor número de casos projetados é São Paulo, com 9,61 para cada grupo.

Quando se trata das macrorregiões, o Norte também lidera a projeção, com uma taxa bruta de incidência prevista de 21,20 casos para cada 100 mil mulheres. Em seguida vem o Nordeste, com 17,62 diagnósticos. As duas regiões são as que apresentam os menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDHs), segundo estudo de 2010, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o que demonstra a relação das classes menos favorecidas com a doença, já que o IDH é medido através de indicadores da educação, renda e longevidade.

Dia Internacional de Conscientização

Nesta quarta-feira, 4, instituições de apoio à causa comemoram o Dia Internacional de Conscientização sobre o HPV, data criada pela Sociedade Internacional de Papilomavírus, para alertar sobre a importância da prevenção, explica a presidente da Liga Amazonense Contra o Câncer (Lacc), enfermeira Marília Muniz.

O Março Lilás reforça a sensibilização da população sobre as causas do câncer de colo uterino, que no Amazonas é o primeiro em incidência entre as mulheres e também o que mais mata.

O câncer de colo uterino tem como principal causa, a infecção por HPV. Apesar de ter mais de 100 subtipos, uma pequena parte deles é considerada de alto risco e oncogênica. São esses que podem levar ao desenvolvimento do câncer, se as lesões precursoras não forem tratadas a tempo.

O cirurgião oncológico e membro da Lacc, Manoel Jesus Pinheiro Júnior, destaca que o HPV é 100% prevenível. “As principais formas de prevenção são: realização anual do Papanicolaou por mulheres em idade reprodutiva e a vacina contra o HPV, que é fornecida gratuitamente pela rede pública, a meninos e meninas em idade escolar”, assegurou.

Jesus Júnior também explica que, em caso de desenvolvimento do câncer, o diagnóstico precoce ainda é o melhor caminho. “Nos deparamos, diariamente, com mulheres cujo diagnóstico aponta doença em estágio avançado. Isso porque, o preventivo ainda não faz parte da rotina de boa parte da população feminina. As lesões precursoras do câncer ou a doença em estágio inicial, podem ser diagnosticadas com esse tipo de exame, garantindo assim, maiores chances de cura durante o tratamento e salvando centenas de vidas”, disse.

O exame é realizado em casinhas de saúde da rede primária (prefeituras) e em algumas unidades estaduais, dependendo da indicação. A visita anual a um ginecologista, para avaliação e solicitação do exame, também é essencial. O diagnóstico inclui, além do Papanicolaou, a análise patológica de fragmentos retirados do colo uterino, a qual apontará o tipo de câncer a ser tratado, processo fundamental para definir, por exemplo, se a terapia incluirá cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou a associação de duas ou mais modalidades.

Cirurgia

Segundo Manoel Jesus Júnior, no caso de indicação de cirurgia, são considerados fatores como o estadiamento da doença (extensão), idade, quadro clínico, entre outros. “Em casos de doença localizada, é possível optar por uma cirurgia que preserve o útero. Em doenças avançadas, a histerectomia radical total pode ser um caminho viável. Nela, o útero, as trompas e ovários são retirados, evitando a proliferação do tecido comprometido pelo câncer”, destacou.

O médico explicou a importância das campanhas educativas para a conscientização das mulheres. “Em alguns países, o câncer de colo uterino está erradicado. A idéia é que isso ocorra no Brasil, em algumas décadas. E os movimentos sociais têm significativa importância nesse processo, pois a informação ajuda as pessoas a entenderem que o câncer é uma doença que mata, mas que pode ser curada com o tratamento adequado, no tempo adequado, e também pode ser evitada”, frisou.

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