Coronavírus deve aumentar em 15% a procura por auxílios sociais na Liga Amazonense Contra o Câncer

marilia muniz lacc (2)
Compartilhar no facebook
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no twitter
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email

Manaus – AM | A Liga Amazonense Contra o Câncer (Lacc) estima que a busca por auxílio na instituição aumente em cerca de 15%, nos próximos meses, em função do Coronavírus, uma vez que os pacientes oncológicos imunossuprimidos (aqueles que têm a imunidade afetada pela doença ou pelo tratamento), fazem parte do grupo de risco para a COVID-19. A entidade presta apoio às ações assistenciais da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon) e aos pacientes em situação de vulnerabilidade social. Em 2019, a ONG registrou 105.703 atendimentos através de seus projetos sociais, uma média de 8,8 mil ao mês.

Publicidade

A presidente da instituição, enfermeira oncológica Marília Muniz, explica que pacientes oncológicos que eventualmente contraírem o vírus e desenvolverem a enfermidade, precisarão ficar em isolamento social. 

“Nossa preocupação está voltada, no momento, para os que vêm do interior ou de outros estados, em busca de tratamento contra o câncer em Manaus, e que recebem o auxílio da Lacc, para o custeio de seus aluguéis. Essas pessoas e suas famílias precisarão ficar mais tempo na cidade, o que elevará nossos custos. Estamos pedindo a ajuda da população para aumentar nossa receita, através das doações, e garantir, assim, a permanência dessas pessoas no Amazonas”, destacou. 

Em 2019, a Lacc registrou o pagamento de 159 aluguéis sociais. Em geral, as famílias inscritas no programa recebem também outros auxílios da Lacc, como cestas básicas mensais e medicamentos prescritos pela equipe médica, quando não são fornecidos pela rede pública, entre outros.

As doações à Lacc podem ser feitas pelo site www.laccam.org.br , ou, pelo telefone (92) 2101-4900. 

“Esperamos conseguir ajudar esses pacientes, pois o momento é muito delicado e pede medidas extremas para evitar o contágio”, destacou.

Marília frisou que a equipe que atua na FCecon, através do Departamento de Prevenção e Controle do Câncer (DPCC), ajudará na orientação dos pacientes sobre como prevenir a doença e como proceder em casos de sintomas, uma vez que pacientes oncológicos não podem interromper o tratamento.

No início da semana, a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) emitiu uma nota oficial com várias recomendações voltadas para esse grupo específico. 

Entre elas, estão: a não interrupção do tratamento oncológico; evitar contato físico, como beijar e abraçar ; evitar contato com pessoas que estejam chegando do exterior ; caso apresente os sintomas de Covid-19,  contactar seu médico ; evitar ambientes fechados e aglomerações.

Imunidade

O urologista e membro da Lacc, Prof.Dr. Giuseppe Figliuolo, destaca que pacientes oncológicos, em situações específicas, podem ter a imunidade afetada.

 “Nos casos de doença avançada e tratamento de quimioterapia, os pacientes podem ter uma queda na imunidade. No primeiro caso, é em decorrência da própria doença. Já no segundo, há situações em que os quimioterápicos atuam no combate às células cancerosas, mas também afetam as células saudáveis e, consequentemente, o sistema imunológico. A esses pacientes, recomenda-se o uso de máscaras, álcool em gel (principalmente no ambiente hospitalar e durante as atividades diárias) e evitar sair de casa. Quanto menos contato com outras pessoas, menores as chances de contrair o coronavírus”, destacou.

O ideal, segundo Figliuolo, é que o médico que acompanha o paciente oncológico, seja informado, em caso de sintomas da COVID-19, e o oriente sobre como proceder, já que cada caso é analisado de forma individual. 

ÚLTIMAS DO AUXÍLIO EMERGENCIAL

O COVID-19 NO AMAZONAS HOJE

Receba a seleção das melhores notícias