Vacina experimental contra a COVID-19 tem resultados preliminares animadores nos EUA

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Pandemia I A Moderna, empresa de biotecnologia nos Estados Unidos, anunciou resultados preliminares encorajadores de uma vacina experimental contra o coronavírus em oito voluntários nesta segunda-feira (18), antes dos testes em grande escala planejados para julho.

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A jovem empresa, na qual o governo dos Estados Unidos investiu US$ 483 milhões, anunciou “dados provisórios positivos” desde a fase inicial dos testes clínicos.

“Esses dados provisórios da Fase 1, ainda que estágio precoce, demonstram que a vacinação com o ARNm-1273 provoca uma resposta imune da magnitude causada por uma infecção natural”, disse o diretor médico da Moderna, Tal Zaks, em comunicado.

O presidente Donald Trump, que deseja 300 milhões de doses até janeiro para vacinar a população americana, comemorou a notícia.

“Vi os resultados e eles são incrivelmente bons. Estou muito feliz e o mercado está em ascensão”, disse ele a repórteres.

A Moderna, fundada há nove anos, informou que a vacina foi “no geral bem tolerada” e que os pacientes sofreram nada além de vermelhidão ou dor pelas injeções.

RNA mensageiro

Entre os primeiros laboratórios do mundo a se lançar na corrida para desenvolver uma vacina contra o novo coronavírus, a Moderna iniciou os testes em humanos em 16 de março.

Em todo o mundo, apenas 12 ensaios clínicos foram iniciados para uma imunização contra a COVID-19, metade na China, de quase cem projetos identificados, de acordo com a Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres (LSHTM, sigla em inglês).

Washington investiu no início do projeto da Moderna, além de outros menos avançados, do grupo americano Johnson & Johnson e do laboratório francês Sanofi, que possui unidades de produção nos Estados Unidos.

É muito cedo para prever o futuro desta vacina, com base na tecnologia de RNA mensageiro que nunca demonstrou ser eficaz. Essa tecnologia busca fornecer ao corpo as informações genéticas necessárias para se proteger preventivamente contra o coronavírus.

Os resultados completos do estudo da fase 1 em 45 participantes com idades entre 18 e 55 anos ainda não foram divulgados.

O professor do LSHTM, Stephen Evans, recebeu a notícia com cautela, observando que esses testes iniciais não incluíam os idosos, os mais vulneráveis à COVID-19.

“É muito difícil ter certeza dos resultados a partir de um comunicado da imprensa”, disse ele, destacando que apenas os resultados da Fase 3 vão decidir a eficácia.

A fase 2, com 600 pessoas, já foi autorizada pela Agência Americana de Medicamentos (FDA) e deve começar em junho. A fase 3, que geralmente é realizada em milhares de pessoas, deve começar em julho, disse Stephen Hoge, presidente da Moderna.

A vacina foi desenvolvida em associação com o Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID), liderado pelo virologista altamente respeitado Anthony Fauci, o principal consultor de Trump na pandemia. Este centro também está conduzindo o ensaio clínico.

A Moderna, com sede em Cambridge, perto de Boston, nunca recebeu uma licença para medicamentos ou vacinas. Após o anúncio, o preço de suas ações em Nova York subiu mais de 25% ao meio-dia.

Bilhões de doses necessárias

Muitos governos e laboratórios querem ter uma ou mais vacinas disponíveis no próximo ano, ou mesmo antes do final de 2020, para combater uma doença que causou mais de 316.000 mortes e 4,7 milhões de infecções em 196 países desde que foi descoberta em dezembro na China.

O problema não é apenas descobrir uma vacina eficaz e segura, mas também fabricar bilhões de doses e distribuí-las em uma ordem ainda não negociada internacionalmente.

Laboratórios líderes, incluindo o Moderna, afirmam que começariam a produzir milhões de doses sem esperar pelos resultados de ensaios clínicos, um risco sem precedentes, financiado por Estados e organizações não-governamentais.

Em relação à Moderna, na Fase 1 dos ensaios, três grupos de 15 voluntários receberam três doses diferentes, com reforço 28 dias depois.

Após os primeiros resultados, os cientistas decidiram eliminar a dose mais alta do restante dos testes, uma vez que as doses mais baixas pareciam ter efeito. Isso permitiria vacinar mais pessoas com a mesma produção.

A Moderna anunciou recentemente uma parceria com a multinacional suíça Lonza para fabricar até 1 bilhão de doses por ano.

Em testes paralelos em ratos, foi constatado que a vacina impedir a multiplicação do vírus nos pulmões, informou a empresa nesta segunda-feira.

Fonte: Isto É!

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