Síndrome Respiratória Aguda Grave mata 5 pessoas em menos de três meses no Amazonas


Manaus – AM – Cinco pessoas morreram por causa das Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) em menos de três meses no Amazonas.

Foram registrados cinco óbitos, sendo três em 2019 e dois em 2020, nenhum por H1N1. Dos cinco óbitos registrados por SRAG, 60% apresentavam fator de risco, com criança menor de cinco anos, cardiopata e idoso.  

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A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), divulgou a segunda edição do Boletim Epidemiológico da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) que corresponde à análise de notificações de novembro de 2019 até o dia 15 de janeiro de 2020.

Segundo o boletim, foram notificados até o momento 85 casos de SRAG; destes, foram identificados oito casos provocados por Adenovírus, sete são positivos para o Vírus da Influenza B, três para Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e dois para Metapneumovirus.

Para os pacientes com indicação médica, está disponível em toda a rede de saúde pública e privada o antiviral Tamiflu de forma gratuita, na capital e no interior.

 A FVS-AM informa que a rede de saúde encontra-se abastecida com o antiviral, preconizado para o tratamento da influenza. O Ministério da Saúde recomenda que ele seja ministrado até 48h do início dos sintomas.

 A fundação também alerta a população para o aumento esperado de casos nos primeiros meses do ano e reforça as medidas de prevenção e controle, como por exemplo, a lavagem das mãos e o uso de álcool gel.

O inverno amazônico, caracterizado pelo período de maior incidência das chuvas, marca também a sazonalidade e o aumento de casos de Síndrome Gripal (SG) e Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG). Com a finalidade de alertar a rede de saúde, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) realizou, nessa quinta-feira (16/01), a “Oficina de Atualização de Vigilância e Manejo Adequado de SRAG”. Participam profissionais que atuam na rede de urgência e emergência de saúde pública e privada de Manaus.

 Segundo a diretora-presidente da FVS, Rosemary Costa Pinto, a oficina faz parte de uma estratégia de reforço junto aos profissionais de saúde. “A finalidade é apresentar o perfil dos vírus respiratórios circulantes na capital, visando o aprimoramento da vigilância e assistência oportuna aos casos graves de SRAG”, disse Rosemary.

 O diretor técnico da FVS, Cristiano Fernandes, acrescenta que a programação inclui atualizações dos fluxos e protocolos, tanto à vigilância quanto à assistência.

 “A atualização faz parte das estratégias para o fortalecimento da rede de saúde que contempla os profissionais dos núcleos de vigilâncias epidemiológicas hospitalares, dos laboratórios que são responsáveis pelas coletas de materiais biológicos dos casos suspeitos, e abordagem também quanto ao manejo clínico da influenza, das bronqueolites e Vírus Sincicial Respiratório (VSR)”, informou Cristiano.

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