‘A sociedade não aceita mais não ter a BR-319 e ela vai sair’, diz ministro da Infraestrutura, em Humaitá

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HUMAITÁ – AM – O caminhoneiro Lourival Corrêa, de 37 anos de idade, trabalha como motorista há pelo menos 13 anos. Há pouco tempo ele trafega pela BR-319 e já conhece bem os desafios da rodovia encravada no coração da floresta amazônica.

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“A gente encontra obstáculo a todo a hora. Tem que ter paciência, se não, você fica na mão. A estrada é ruim, com chuva fica pior ainda. Com a estrada ruim fica difícil pra todo mundo, aumenta o tempo de viagem e compromete a mercadoria.”, relatou.

Emerson, de 42 anos de idade, trabalha como caminhoneiro há 25 anos. Ele também reclama das péssimas condições de trafegabilidade na BR-319. “Esse Trecho do Meio é insuportável. Não tem nem o que dizer. É lamentável. A gente vive da estrada, do transporte, e é muito complicado isso aí.”, ressaltou.

BR-319 vai garantir melhor trafegabilidade

Br-319

Desafios que devem ser minimizados significativamente a partir das medidas tomadas para garantir boas condições de trafegabilidade na BR-319 durante todo o ano e também com o objetivo de repavimentar a estrada, de acordo com o Ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, que na tarde deste sábado (3/10), assinou no município de Humaitá, no Sul do Amazonas, ordem de serviço para manutenção da BR-319.

De acordo com o ministro, a recuperação abrangerá 254,20 quilômetros de rodovia. As obras incluem o chamado Lote Charlie (km 198 até 250), e parte do chamado “Trecho do Meio”, que vai do km 250 ao km 656. A fase no momento é de mobilização para os trabalhos in loco. Há a expectativa de ser iniciada a pavimentação do Lote C, um total de 52 quilômetros, em 2021. Ainda de acordo com ele, ano que vem também já será possível ver a substituição de pontes de madeiras por pontes de concreto ao longo da rodovia.

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Tarcísio Freitas também informou que há cerca de um mês foi enviado ao IBAMA para análise um novo estudo de impacto ambiental sobre a viabilidade de repavimentação do “Trecho do Meio”. Segundo ele, o estudo está contido de melhorias em relação a estudos anteriores que foram apresentados e a expectativa é grande para a liberação do asfaltamento.

“Pavimentar a 319 é garantir o direito de ir e vir do cidadão, é integrar a região Norte com o resto do Brasil.”, disse o ministro. “As pessoas não aceitam mais não ter a BR-319, e ela agora vai sair.”, completou.

O governador Wilson Lima também esteve acompanhado do ministro da Infraestrutura. Ele reforçou a importância da rodovia para a economia regional. 

“Nós estamos em uma região estratégica para os estados de Roraima, Rondônia, Amazonas, esse daqui é o arco de desenvolvimento dessa região, com potencial portuário estratégico, com uma rodovia que é a BR-319, com potencial para a produção de grãos, com a pecuária que cresce de forma significativa. Nós precisamos ter estrada, nós precisamos ter acesso.”, comentou.

Pavimentada em 1976, a BR-319, liga Manaus, no Amazonas, a Porto Velho, em Rondônia, totalizando 877,70 quilômetros de extensão. Destes, 405 quilômetros sem asfalto. Além de integrar os dois estados ao restante do país por via rodoviária, a BR-319 permite, ao longo de seu percurso, o acesso a diversas cidades, como Humaitá, Lábrea e Manicoré, sendo fundamental para o desenvolvimento econômico e social da região.

“Não é justo que o estado do Amazonas, que o estado de Roraima, continuem isolados pela falta de vontade política dos que passaram por aí e não cumpriram. Não tenho a menor dúvida que ainda esse a gente vai conseguir trafegar pela BR-319 pelo que a gente está vendo e pela proposta apresentada pelo Ministério da Infraestrutura, vão estar trafegando por uma rodovia segura e que não tenha tanta poeira, e que daqui a quatro ou cinco anos nós vamos ter uma rodovia pavimentada, devolvendo o orgulho e autoestima ao povo que mora nessa região, e fazendo Justiça com o povo que ficou há muito tempo isolado. “, também comentou o governador Wilson Lima.

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