CASO FLÁVIO | Justiça nega liberdade para Magno e Junior

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A juíza de direito titular da 2.ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, Ana Paula de Medeiros Braga Bussulo, indeferiu o pedido de relaxamento da prisão feito pela defesa do investigado Elielton Magno de Menezes Gomes e indeferiu o pedido de extensão de benefício formulado pela defesa de José Edvandro Martins de Souza Júnior, devendo assim ser mantidas as prisões temporárias.

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Além de Alejandro Molina Valeiko, principal nome ligado à morte do engenheiro, há mais quatro outros suspeitos de envolvimento no caso da morte do engenheiro Flávio.  O cozinheiro de Alejandro, Vittório Del Gatto, ganhou liberdade no dia 1º de Novembro. Elielton Magno teria sido apresentado por José Edvandro para Alejandro e amigos, incluindo a vítima, na ocasião em que o crime aconteceu.

No dia 4/11, a Delegacia Especializada em Homicídios e Seqüestros (Dehs), prendeu Matheus de Moura Martins, de 25 anos de idade, após ele ter sido citado na investigação como traficante e fornecedor de drogas para Alejandro Valeiko. A Justiça do Amazonas converteu a prisão em flagrante de Matheus em prisão preventiva. 

O caso


O crime brutal ocorreu no dia 29 de setembro e chocou o Amazonas.
Naquela data, o engenheiro Flávio Rodrigues, passou parte do dia na casa de Alejandro, no condomínio Passaredo, zona Oeste da cidade. Na casa também estavam: Elielton Magno de Menezes Gomes Júnior, Vittorio Dell Gato, José Edvandro Martins de Souza Júnior, além do anfitrião. Na tarde do dia seguinte, segunda-feira (30/9), o corpo de Flávio é encontrado em um terreno baldio no bairro Tarumã, também na zona Oeste.
Os presentes na casa alegaram, em primeiro momento, que dois homens encapuzados teriam entrado na residência e sequestrado Flávio, sob a justificativa deste estar devendo o tráfico de drogas. Essa versão, também foi levada a público pelo padrasto de Alejandro, o prefeito, Arthur Neto, em nota emitida em suas redes sociais.

No dia 8 de outubro, o ex-sargento do Exército, Mayc Vinicius confessou, em depoimento à polícia, a autoria do homicídio. Mas a polícia identificou muita divergência em relação aos depoimentos prestados pelos investigados. Foi quando a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros deu início a segunda fase das investigações, realizando acareações entre suspeitos e realizando novas diligências. Laudos de perícia também foram encomendados para embasar a investigação do caso.

Mayc e o amigo, o sargento da Polícia Militar (PM), Elizeu Da Paz, que era segurança da prefeitura da capital, mas foi exonerado do cargo no dia 16 de outubro, foram flagrados por câmeras de segurança do condomínio Passaredo, entrando e deixando o local. Quando entraram, Elizeu diria o veículo, e Mayc estava no banco do carona, inclusive usando o celular. Ao deixarem o condomínio Mayc já aparece no banco de trás, parecendo segurar algo. Uma sindicância foi aberta para apurar o uso da estrutura da prefeitura no “Caso Flávio.”

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