Vereadores de Manaus protegem prefeito de prestar esclarecimentos públicos sobre envolvimento no “Caso Flávio”

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Manaus | Há duas semanas que foi ingressado na Câmara Municipal de Manaus (CMM) requerimento do vereador de oposição Chico Preto (sem partido), convocando o prefeito da capital, Arthur Neto, para que, em plenário, preste esclarecimentos sobre o uso da máquina pública no “Caso Flávio”, o pedido ainda não foi discutido e votado pelos vereadores do poder legislativo municipal. A expectativa era que o referido requerimento pudesse ser apreciado hoje, mas a presidência da CMM informou que as apreciações poderiam acontecer nesta quarta-feira (13/11).  

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De acordo com fonte na Câmara de Vereadores, desde que o requerimento convocando o prefeito para prestar esclarecimentos foi apresentado à mesa diretora da casa, não houve mais apreciação de requerimentos pelos parlamentares.  


Conforme informações do documento, há questionamentos sobre  informações que foram repassadas pelo secretário Extraordinário de Articulação Política, Luiz Alberto, em audiência pública para discutir o assunto no dia 9 de outubro. Na ocasião, Carijó afirmou que na noite em que os fatos ocorreram, Arthur estava sedado após um procedimento médico em hospital particular, afastando qualquer influência do prefeito em relação ao uso da estrutura da prefeitura na tentativa de ocultar o crime.


 “Se houve qualquer tipo de acobertamento, a prefeitura desconhece e isso é uma questão que está no âmbito do inquérito da Polícia Civil”, afirmou Carijó, na época. 
Já em depoimento à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (Dehs), no dia 21 de outubro, a esposa do prefeito e mãe do principal suspeito pela morte do engenheiro Flávio Rodrigues, Elizabeth Valeiko, reafirmou que esteve na casa (de Alejandro), onde teria ocorrido o assassinato de Flávio, e que saiu de lá acompanhada do prefeito Arthur.


Além de Alejandro Molina Valeiko, principal nome ligado à morte do engenheiro, há mais quatro outros suspeitos de envolvimento no caso da morte do engenheiro Flávio.  O cozinheiro de Alejandro, Vittório Del Gatto, ganhou liberdade no dia 1º de Novembro. Elielton Magno teria sido apresentado por José Edvandro para Alejandro e amigos, incluindo a vítima, na ocasião em que o crime aconteceu.
 
No dia 4/11, a Delegacia Especializada em Homicídios e Seqüestros (Dehs), prendeu Matheus de Moura Martins, de 25 anos de idade, após ele ter sido citado na investigação como traficante e fornecedor de drogas para Alejandro Valeiko. A Justiça do Amazonas converteu a prisão em flagrante de Matheus em prisão preventiva. 


O caso


O crime brutal ocorreu no dia 29 de setembro e chocou o Amazonas.
Naquela data, o engenheiro Flávio Rodrigues, passou parte do dia na casa de Alejandro, no condomínio Passaredo, zona Oeste da cidade. Na casa também estavam: Elielton Magno de Menezes Gomes Júnior, Vittorio Dell Gato, José Edvandro Martins de Souza Júnior, além do anfitrião. Na tarde do dia seguinte, segunda-feira (30/9), o corpo de Flávio é encontrado em um terreno baldio no bairro Tarumã, também na zona Oeste.


Os presentes na casa alegaram, em primeiro momento, que dois homens encapuzados teriam entrado na residência e sequestrado Flávio, sob a justificativa deste estar devendo o tráfico de drogas. Essa versão, também foi levada a público pelo padrasto de Alejandro, o prefeito, Arthur Neto, em nota emitida em suas redes sociais.


No dia 8 de outubro, o ex-sargento do Exército, Mayc Vinicius confessou, em depoimento à polícia, a autoria do homicídio. Mas a polícia identificou muita divergência em relação aos depoimentos prestados pelos investigados. Foi quando a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros deu início a segunda fase das investigações, realizando acareações entre suspeitos e realizando novas diligências. Laudos de perícia também foram encomendados para embasar a investigação do caso.


Mayc e o amigo, o sargento da Polícia Militar (PM), Elizeu Da Paz, que era segurança da prefeitura da capital, mas foi exonerado do cargo no dia 16 de outubro, foram flagrados por câmeras de segurança do condomínio Passaredo, entrando e deixando o local. Quando entraram, Elizeu diria o veículo, e Mayc estava no banco do carona, inclusive usando o celular. Ao deixarem o condomínio Mayc já aparece no banco de trás, parecendo segurar algo. Uma sindicância foi aberta para apurar o uso da estrutura da prefeitura no “Caso Flávio.”

Dois homens encapuzados teriam entrado na residência e sequestrado Flávio, sob a justificativa deste estar devendo o tráfico de drogas. Essa versão, também foi levada a público pelo padrasto de Alejandro, o prefeito, Arthur Neto, em nota emitida em suas redes sociais.


No dia 8 de outubro, o ex-sargento do Exército, Mayc Vinicius confessou, em depoimento à polícia, a autoria do homicídio. Mas a polícia identificou muita divergência em relação aos depoimentos prestados pelos investigados. Foi quando a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros deu início a segunda fase das investigações, realizando acareações entre suspeitos e realizando novas diligências. Laudos de perícia também foram encomendados para embasar a investigação do caso.


Mayc e o amigo, o sargento da Polícia Militar (PM), Elizeu Da Paz, que era segurança da prefeitura da capital, mas foi exonerado do cargo no dia 16 de outubro, foram flagrados por câmeras de segurança do condomínio Passaredo, entrando e deixando o local. Quando entraram, Elizeu diria o veículo, e Mayc estava no banco do carona, inclusive usando o celular. Ao deixarem o condomínio Mayc já aparece no banco de trás, parecendo segurar algo. Uma sindicância foi aberta para apurar o uso da estrutura da prefeitura no “Caso Flávio.”

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