Empresa de bioenergia produzirá etanol a partir do milho no Amazonas


Manaus- AM | A produção do etanol a partir do milho será possível no Amazonas. Isso porque a Millenium Bioenergy, grupo empresarial fundado em 2014, pretende investir pelo menos R$ 1,2 bilhão na construção três usinas de etanol de milho e outros produtos derivados do processamento de grãos no Amazonas, uma em Manaus, a outra em Rio Preto da Eva e Itacoatiara. Estas serão umas das oito unidades de etanol que a companhia pretende erguer nos próximos anos, boa parte delas nas áreas de abrangência da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) – estados do Amazonas, Acre, Roraima, Rondônia e Amapá. A diretoria da empresa esteve presente em Manaus na última quarta-feira (27) durante a abertura da 1 Feira de Sustentabilidade do Polo Industrial de Manaus (FesPIM).

As empresas já estão abertas em Manaus e Rio Preto da Eva com as licenças provisórias. Segundo o diretor comercial da Millenium Bioenergy, Acácio Rozendo, o momento agora é dar entrada em órgão ambiental para solicitação da licença de instalação, que será após o término do projeto de terraplanagem e drenagem

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“A indústria vai produzir cinco produtos à base de milho na segunda fase: 1,2 milhão de litros de Etanol; 300 mil toneladas de Farelo de milho (DDGS – Dried Distillers Grains With Solubles); Gás dióxido de carbono (CO) alimentício engarrafado, 16 mil toneladas bio-óleo comestível; oito a 15 megawatts de energia excedente”, conta a novidade.

Etanol mais barato

Para Acácio, o etanol de milho vai beneficiar o consumidor final com economia de dinheiro na hora que for abastecer o veículo, além de ajudar a preservar o meio ambiente.

“Imagina que na região Norte do país, onde todo mundo usa gasolina porque o preço do etanol não dá a diferença na bomba. As pessoas vão abastecer com um combustível limpo e vai ajudar a preservar o meio ambiente. Vai sair mais barato e será possível vender direto para os postos de combustíveis”, revela.

A primeira fase da obra deve durar 18 meses. Os recursos para os projetos são de fundos de investimentos, principalmente europeus e asiáticos, e todas as futuras usinas só sairão do papel com uma demanda garantida pelo etanol e o DDGS exportado.

“A Matéria-prima que é o milho vai vir todo da região e isso vai ser feito graças a parceira com governo, prefeitura, associações e cooperativas para haver o fomento das famílias de agricultura familiar. Elas vão poder fazer o plantio nas áreas já degradas e nós iremos comprar. No Amazonas a maior de produção de milho vai ser em terra de várzea”, acrescenta.

Emprego e renda

Só em Rio Preto da Eva (distante de 79 quilômetros de Manaus) serão beneficiadas 4,2 mil famílias que já estão cadastradas e aptas para receber o fomento. A Millenium fechou uma parceria com comunidades de diversas etnias que irão representar a prosperidade para o futuro dos povos indígenas.

“Não será só o plantio do milho, cada família poderá cuidar do seu peixe, frango e suíno e ainda contar com contrato a longo prazo com a indústria onde serão beneficiadas com a ração”, diz.

Acácio adiantou que graças à parceria, a Millenium vai destinar um recurso para construir um hospital para as comunidades indígenas, que foi a demanda solicitada pelos indígenas.

“Cada município que nós nos instalamos, criamos um fundo e esse recurso é administrado pela sociedade civil organizada: pessoas do poder executivo e legislativo, ministérios públicos e outros administram o montante para a prioridade do município”, conta.

Um dos diferenciais do projeto da Millenium é que a fábrica será uma empresa 4.0, o que significa que haverá produção própria de energia de biomassa e gás natural, zero poluentes, com atividades totalmente rastreáveis, desde a saída da lavoura.

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