Funcionária do Carrefour que aparece em vídeo da morte de João Alberto é presa nesta terça-feira (24)

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BRASIL | A fiscal Adriana Alves Dutra, que estava com os dois seguranças que espancaram João Alberto, homem negro de 40 anos, no estacionamento de uma unidade do Carrefour, foi presa pela Polícia Civil de Porto Alegre na noite desta terça-feira (24).

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Em depoimento à Polícia Civil, a agente de fiscalização disse que não tinha ouvido a vítima pedir ajuda enquanto era agredido por dois seguranças do supermercado, porém, é possível ouvir o pedido de socorro em vídeos do momento da agressão e, posteriormente, assassinato. Além disso, é possível ouvir a mulher afirmar que os seguranças não iriam soltar a vítima, já que ele poderia agredir os funcionários novamente.

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Foto: Divulgação

RELEMBRE O CASO

Na última quinta-feira (19), véspera do Dia da Consciência Negra (20 de novembro), um homem negro foi espancado e morto por dois seguranças de uma unidade do supermercado Carrefour, de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

O espancamento, que teve como vítima João Alberto Silveira Freitas, que tinha 40 anos, foi filmado por testemunhas. Adriana aparece nas imagens do crime vestindo uma blusa branca.

Ela disse que um cliente tentou apaziguar a agressão. O suposto cliente, porém, era o funcionário temporário Giovane Gaspar da Silva, policial temporário que estava em seu primeiro dia de “bico” no mercado. Por isso, a Polícia Civil suspeitou que ela havia mentido no primeiro depoimento. 

Ao final do inquérito, se for comprovado que a fiscal mentiu, ela poderá responder, entre outros crimes, por falso testemunho. A delegada Roberta Bertoldo, da 2ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Porto Alegre, investigava a possibilidade de falso testemunho, além de omissão de socorro e racismo.

Adriana teria uma participação decisiva nas agressões, já que ela teria um poder de comando nos seguranças. Ela pode responder, ainda, por coautoria do homicídio. 

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Vítima João Alberto Silveira Freitas / Foto: Divulgação

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